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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mistikais #5


Alilad
Naquela casa morava Alilad, uma menina irresistivelmente adorável, que mexia no seu pequeno laptop dado por seu pai no dia de seu aniversário, brincava de uma forma calma, sempre fora assim. Seus pais foram dar uma olhar no que a filha estava fazendo, viram que tudo estava bem, sua mãe então resolveu folhear algumas revistas, enquanto sua filha se divertia com o novo brinquedo.
Em dado instante sem querer sua mãe se corta com o papel, uma gota de sangue cai sobre a mão de Alilad. Ela levou a “estranha” substância até a boca e a provou, algo de estranho começa a acontecer com a menina: seus longos fios castanhos, de cabelo um pouco abaixo do ombro começaram a dar lugar a fios prateados mais longos e reluzentes.
Seus olhos cor de âmbar deram lugar aos olhos vermelhos - rubi, suas unhas cresceram ao passo que seus caninos também, Alilad se transformara, levantaram-se do chão e aproxima-se de sua mãe, ela observou que a menina estava completamente diferente, parecia ser outra criança.
Alilad saltou sobre sua mãe, atacando-a com uma força sobre humana, sua mãe gritava alto, seu pai correu rapidamente para ver o que acontecia, assustou-se ao ver a própria filha atacar a mãe daquela maneira, então pegou a menina e a jogou contra o sofá, os pais levantaram-se e correram pela casa, perseguidos pela filha sedenta por sangue, apesar de ser Alilad não parecia ser a mesma, antes que algo terrível acontecesse Esthela apareceu tocando uma doce flauta, acalmando a pequena fera:
-Vocês estão bem?
-Sim!Quem é você? O que está acontecendo? -perguntava a mãe aflita.
-Me chamo Esthela e estou aqui para explicar o que está acontecendo com sua filha, o porquê dela ter atacado vocês de uma forma tão bruta.
-O que está se passando com minha filha? - relutou o pai voltando a si.
-Sua filha pertence à família primordial Skybart, da nação Skybatwind, ela é uma vampira pura, descende do líder da nação, o vampiro puro Aydrian, filha para ser mais precisa! Sua mãe era uma bela vampira pura, sua filha está entrando na “fase adulta” dos vampiros, está se tornando um deles, mas se manterem ela longe de sangue ou qualquer outra coisa do tipo, cenas como essa jamais se repetirão! A família dela foi quase toda destruída, seu pai vendo a degradação de sua família, mandou-a para este mundo. No corpo dela está um elemento natural, ela é uma Gestempelte Kinder, está selado em seu corpo.
-Foi por isso que ela nos atacou!
-Sim, mas não se preocupem se seguirem a minha dica e ouvirem meu pedido, não se repetirá! Quando ela fizer quinze anos, coloquem-na para tentar o teste da escola federal daqui, é de máxima importância que isso aconteça!
-Está bem, faremos o que disseste!
-Obrigado pela compreensão!-Esthela desaparece na frente dos pais de Alilad, deixando-a dormindo para maior segurança dos dois, mesmo com a transformação eles ainda amavam-na muito.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Mistikais #4


Inoam
Na parte comercial de Londres a pequena Inoam brincava na sala de estar da casa de seus pais, lia um livro de histórias de magos e fadas, gostava muito desse tipo de história e de aprender, seu pai ensinava tudo o que precisaria conhecer para cuidar dos negócios, Inoam se interessava muito por tudo aquilo, achava aquele universo fascinante. O pai de Inoam sempre fora apaixonado por sua filha desde o dia que a encontrara.
Sua mãe preparava o almoço e ela lia na sala, seu pai fora atrás dela para mostrar algumas mercadorias, ao chagar na sala ficou estupefato: sua filha flutuava no ar enquanto lia o livro, em sua volta os personagens se projetavam como se fossem reais, o pai em choque.
Nada fez só observou sua filha flutuar e projetar seres.
Não acreditava no que via, mas não estava assustado, pois apesar de tudo aquilo era sua filha, só nunca tinha visto algo tão improvável em toda sua vida, Inoam fazia que fosse cair no chão e logo vira de ponta cabeça, ria muito de toda a brincadeira, brincava com os personagens que criava e seu pai encantado.
Agora participava da diversão: Inoam movia seus dedos no ar e os personagens encantados surgiam para sua diversão, o pai sentou-se no chão para assistir ao espetáculo, em dado momento a menina caiu no chão, mas voltou a flutuar como se nada estivesse acontecido, soltando gostosas gargalhadas, era mesmo atrapalhada.
Tudo estava se tornando algo especial para o pai de Inoam até que Esthela apareceu para ele também:
- Sua filha é muito talentosa! Veja o que pode fazer com os dedos!
- É verdade! Ela é mui talentosa! E atrapalhada também, mas eu a amo desse jeito, se ela mudar acho que não seria a mesma coisa! – O pai de Inoam estava tão encantado que não havia percebido aquele ser estranho que aparecera de repente em meio aquele acontecimento.
-Não se importa dela voar e criar seres imaginários?
-Não! Nem um pouco, espera aí quem é você e por que está vestida assim?
- Eu sou Esthela e vim aqui só explicar-lhe o motivo de sua filha ser capaz de fazer isso com tanta facilidade!
-Pois bem, me conte!
-Sua filha é descendente de uma das mais nobres famílias de magos e feiticeiros que já passou por Entondinália, o mundo do qual ela veio, ela era da nação Pirozardian seu pai era um renomado alquimista conhecedor do fogo, sua mãe era uma maga com dons de cura incríveis! Mas uma terrível guerra iniciou-se e seus pais não tiveram escolha se não mandá-la para outra dimensão. Ela é uma Gestempelte Kinder: uma criança com um elemento natural selado em seu corpo.
-Então é por isso que ela está flutuando!
-Ela está entrando na fase de iniciação à sua raça... E é de essencial importância que você mantenha em segredo e cumpra o que estou lhe pedindo: quando ela tiver quinze anos, mande-a fazer o teste para ingressar na escola federal daqui!
-Sim, farei o que me pede.
-Esthela! Muito obrigado por me atender... - Esthela desaparece na frente do homem, deixando-o admirando.
Em outro local, mais afastado da cidade, Esthela viu o que estava prestes a acontecer com a outra criança, sabia que o que ia acontecer era um pouco perigoso e precisaria estar lá o mais rápido possível.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mistikais #3

Anilaup
Os anos passavam-se e as meninas cresciam em um meio humano privilegiado e não foram importunadas, não se teve mais notícias de Armagedon ou de seus serviçais bastardos, todas as nações que não eram quase humanas (por causa de Pirozardian) foram extintas quase por completo, alguns sobreviventes da fúria de Armagedon esconderam-se nos locais mais remotos da outra dimensão.
O lugar em que os bebês foram “escondidos” era em Londres uma cidade de um mundo totalmente diferente do que viviam antes, um local que jamais chamaria a atenção de qualquer ser mágico maligno.
As meninas estavam perto de completar cinco anos de idade, Esthela a jovem que havia sido mandada pelos anciões para proteger as mesmas, colocou Lendew em meditação para que liberasse sua mente, enquanto isso foi observar através de uma fenda no tempo o que acontecia com as meninas, ela sabia do que estava prestes a acontecer e não era nada agradável.
A primeira a completar cinco anos de idade foi Anilaup, a menina sempre estava no jardim quando não estava estudando, sua mãe apreciava jardinagem e ensinara a sua filha tudo o que sabia sobre tal ofício.
Aconteceu que Anilaup estava sentada no jardim de sua mãe esperando uma semente de rosa germinar, pois ouvira de sua mãe que depois de plantada era só esperar a rosa nascer, a menina ficou encarando o chão com um sorriso meigo no rosto. Falava para a sementinha não ter vergonha de nascer, que podia sair da terra porque ela estava ali o tempo todo para cuidar da mesma se precisasse, sua mãe a observava de dentro da casa com muito carinho, via que a filha tinha a mesma paixão por plantas.
Mas logo notou que a menina estava ficando com a pele esverdeada, aproximou-se da janela para enxergar melhor o que acontecia, tomou um susto: a menina realmente estava verde. Ela corre para certificar-se que sua filha está bem, ao aproximar-se da menina surpreende-se que ela estava tranqüila, ainda conversando com a semente que a mãe avia plantado.
Só esperava a flor nascer, sua mãe agora nota algo que começa a sair de suas costas algo parecido com asas “Será que ela é um anjo?”, mas essas eram muito frágeis e delicadas.
- Preciso levá-la ao médico para entender o que esta havendo com mina filha, ela só pode está doente. – indagava a mãe de Anilaup preocupada.
- Com licença!!!
Agora um ser estranho aparece, para surpresa da mãe em forma de um primata, deixando-a ainda mais atordoada com tudo aquilo.
- Será que estou sonhando ou estou ficando louca, é só posso estar sonhado, não tem como isso está acontecendo de verdade, agora é só eu fechar os olhos e tudo isso não vai passar de um sonho maluco.
- Senhora abra os olhos, você não está sonhando, tudo isso é real.
A mãe de Anilaup abre os olhos e vê que realmente não estava sonhando, o que a assusta mais ainda.
- Quem é você, o que está acontecendo aqui?! Alguém pode explica o que está acontecendo?!?!
- Se a senhora se acalma talvez eu possa explicar o que esta acontecendo aqui.
- Bem primeiro eu me chamo Esthela, segundo, como você pode ver sua filha é diferente, especial, pra ser mais exata ela é uma fada feiticeira, descendente do sangue real, que foi mandada para esse mundo para ser salva e futuramente salvar a seu povo.
A mãe ainda em choque agora observa sua filha tentando entender o que se passava.
- Então quer dizer que ela não está doente e nem eu estou louca?
- Não, sua filha realmente é especial e você deve se orgulhar disso veja só o que seu poder é capaz de fazer.
A mãe fita sua filha novamente. A menina falava com a semente até que uma pequena muda começou a brotar do chão, subia cada vez mais rápido até transformar-se na rosa mais bela do jardim.
A mãe agora maravilhada com Anilaup a toma no colo e observa junto à filha à rosa tornar-se uma linda e majestosa roseira.
- Só para concluir a explicação, sua filha é um ser mágico, seus pais biológicos eram reis de Wifairyqua, uma floresta encantada onde vivam seres pacíficos e amantes das plantas... Porém uma terrível guerra fez com que os pais dela enviassem-na para este mundo por segurança, a menina que segura nos braços é uma Gestempelte Kinder: uma criança que recebeu um elemento natural, selado no seu próprio corpo!
- Então o que está acontecendo com minha filha é uma espécie de transformação?
-Isso mesmo! Ela está sendo iniciada na própria raça, precisa ser mantida em segredo até a hora certa... Só te deixo um único pedido: quando ela tiver dezesseis anos faça com ela tente a prova para entrar na escola federal daqui! Será de extrema importância que isso aconteça...
- Certo! Eu cumprirei seu pedido.
- Adeus e cuide bem da criança!- Esthela desapareceu na frente da mulher, enquanto Anilaup voava em volta da roseira, lançando brilho sobre as plantas para que sua beleza aumentasse. Isso aconteceu com Anilaup.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Mistykais - Livro Uno #2


Os 4 selos
Século IV d.C, ano de 576.
-Mestre!!! Mestre!!! Eles estão aqui!!!
Passos fortes, tambores trovejantes, gritos de horror. Morte...
-Sim... Nós já havíamos previstos isso, meu jovem...
Cinco grandes capuzes em volta de uma fogueira de chamas esbranquiçadas com o centro azul, a criança, o menino, chegara ao momento em que eles estavam reunidos: quatro dos cinco anciões carregavam consigo bebês envoltos de panos simples e acinzentados, o quinto esperava cabisbaixo.
-Vocês precisam sair daqui!!! Eles vão matar vocês!!!
-Não podemos sair, ouvimos sons de tambores próximos, não podemos sair, este é o nosso fenecimento... Nossa sina aqui termina, tal como aqui iniciou... Seu destino está selado, Lendew: um dia irá nos acompanhar nos longos campos Elíseos, por hora tu serás razão para destruição e dor, nada poderá fazer contra a não ser aceitar... Seguirá tais bebês, os conhecerá e num futuro longínquo, mas que se cumprirá, lutará contra a salvação e só assim encontrará a tua...
-Não... Não... Não... Não...
-Tu não poderás escapar... Não chores... Logo estarás conosco!
O menino enxugou os olhos e escondeu-se entre os totens que lá existiam, dentro de si sentia a fúria crescer, não queria ser abandonado, mas seus mestres iriam lhe abandonar, não tinha escolha.
Os seus mestres dariam a vida por bebês que nada fariam, era o que se passava em seu consciente.
As cinco figuras estenderam seus braços para o fogo com as crianças nas mãos, começaram a orar, nos quais só se ouviam sussurros. O fogo cresceu, as crianças brilharam: em cada criança símbolos surgiram e se estenderam tal como o fogo marcando seus corpos por completos, mas elas não choravam, os anciãos as soltaram no fogo e elas flutuaram.
-Que a chama dos séculos, conhecida por curar e guardar o que os homens conhecem como elixir da vida, envolva esses seres... – disse o primeiro.
-Proteja essas crianças e sele nas mesmas a razão de toda a nossa existência, os quatro grandes pilares... – disse o segundo.
-Para que nunca possam ser corrompidos com os desejos mundanos daqueles com almas negras e corpos de trevas... – disse o terceiro.
-E assim depositamos todo o nosso poder e confiança, afim de que um dia elas restaurem o que nunca passou de utopia! – disse o último.
As crianças caíram no fogo e foram consumidas por completas. Mais uma mulher foi levada ao fogo pelo quinto ancião, ela estava desmaiada nos braços dele, o quinto ancião caminhava devagar fazendo orações, o corpo da mulher mudou, adquirindo características de símios, ela vestia uma armadura de amazona e carregava consigo um cajado preso as suas costas.
-Tu serás por alguns tempos aquela que dirão ser o anjo protetor dos pilares, mas serás tu que se voltará contra os pilares e tentará derrubar os mesmos, que tal profecia se cumpra, profecia vista pela sacerdotisa Helen, o olho dos tempos... O fogo lhe servirá de guia até que o mal lhe corrompa...
A mulher flutuou tal como as crianças e logo entrou em chamas, o menino tudo via em silêncio e a sua fúria crescia, ao passo que os sons das batidas dos tambores também aumentavam.
Os anciãos voltaram a ficar em volta do fogo esbranquiçado, sentaram e oraram em voz baixa, batidas fortes soaram das portas, elas se moviam violentamente, porém não abriam, mas não duraram muito tempo, logo elas se renderam aos golpes poderosos dos seres malignos nomeados por Bastardos, que seguiam seu líder Armagedon e que tentavam invadir o local.
Logo cederam e bastardos de todas as raças malignas, que o submundo guardava em seu seio, entraram e os anciãos nada fizeram.
Continuaram a orar em voz baixa.
Todos os anciãos foram mortos e somente o quinto foi deixado vivo, porém ele estava falecendo por causa dos machucados.
-Onde estão os elementos?-uma voz poderosa soou vinda de um longo ser que trajava um capuz negro e usava máscara prateada, sua voz era grave e cortante, todos os seres calaram-se. Lendew observava.
-Você não... Poderá possuí-los... Eles não se encontram mais aqui... – o ancião ofegava.
-O QUÊ?!?!?!-um urro ecoou por todo o salão, todos os bastardos gritaram.
O ancião entrou em chamas e se tornou cinzas, nada sobrara.
A grande sombra voltou-se para Lendew e moveu-se lentamente em sua direção com as mãos cobertas por uma luva metálica que projetava garras apontando para ele, com o intuito de acolhê-lo.
O menino saiu de trás dos totens e segurou a mão daquela grande sombra, e os dois sumiram diante dos monstros deixando para trás uma nuvem de fumaça negra que cobriu todo o salão. Tudo começou a ser destruído, criaturas foram mortas. A guerra fora concretizada.
Nações uniram-se para destruir outras nações. Famílias inteiras foram mortas. Criaturas mágicas esconderam-se nas florestas e deram vida as mesmas, para conseguir proteção, vampiros lutaram contra vampiros: monstros contra sanguessugas, primordiais(vampiros puros) eram aniquilados pelo sangue dos lobisomens, conhecidos como espíritos nórdicos.
Humanos guerreiros contra magos alquimistas, tudo virara um caos.
Sim. Seria o fim.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Novidades despontam por aí


Agora trago a vocês uma nova opção de leitura para aqueles que curtem histórias fantásticas, com as mais variadas criaturas. Postarei, a partir de hoje, o livro Mistykais. Outra criação minha, mas esta é de meu tempo de infância. Já postei o prólogo. Acompanhem mais essa saga.

Mistykais - O livro Uno #1


Prólogo
Duas vidas, dois seres distintos, vidas entrelaçadas... As mãos de Deus se unirão diante das mais distintas nações, em meio ao caos das criaturas individualistas de mundos diversos. Os olhos daqueles cegos à verdade se abrirão ao ver seu equilíbrio abalado, aos ouvidos daqueles que não ouvem seu sono será tirado ao ouvir os gritos da escuridão. As bases sucumbirão quando a escuridão alcançar o fogo que lhes protege, suas almas perecerão diante do poder da criatura que com ela trouxera o significado do fim. Entretanto tal escuridão não esperasse por uma tamanha união de Inimigos mortais, a essência dos quatro dominantes será acompanhada de crianças, pois guardam em si o poder do equilíbrio que mantém a existência dos descrentes, que um dia provarão o doce fel da morte. E uma espada descerá pelo céu e abalará o que parece ser imutável. ”

††††††

Uma gargalhada sinistra soa das profundezas.
-Meus infelizes convidados... Por que não se divertem comigo?! Não sentem prazer em fazer os outros sentirem as piores sensações da mente?!-certo humor negro transbordava de seus olhos, nunca poderiam esquecer aquele rosto. Um longo manto negro lhe cobria, escondendo suas feições, porém não escondiam a mão transformada que apontava para todos.
-Kayron... – ofegava o pobre ser que estava preso por espinhos perfurando seu corpo - Tu pensas que pode conseguir tudo o que queres?! Sem que nada te aconteças?! Sabes bem o que virá, sabes mais do que qualquer ser que elas retornaram e seus poderes serão incontroláveis!!!
-Cale-se seu maldito!!! Você enoja a nossa raça ao fazer tais acordos com criaturas inferiores!!! Acha mesmo que pode me persuadir, Aydrian?
Mais uma vez a sinistra gargalhada entoa por todo o vasto salão. Um gigante ser move-se, frias correntes são forçadas, rugidos altos fazem o silêncio pairar como soberano novamente. Todos os olhares voltam-se para uma sombra projetada na parede daquele salão, uma criatura transformara-se e agora ria, os altos rugidos deram lugar a gargalhadas mortais.
-Acalme-se, seu cão imundo!!! Fique quieto, sua hora logo chegará!!!
Outro rosnado forte e mais ensurdecedor faz a voz de Kayron ser engolida em sua insignificância, o barulho forte do bater das correntes ecoa pelas paredes e uma sátira risada dá lugar aos rosnados.
-Acha mesmo que vou atender a você? O mais minúsculo, anódino e miserável de todos os seres!!! Não me faça rir!!!
-Sua criatura sem alma!
-Como se você fosse melhor do que eu! Pelo menos são meus instintos que me guiam, sem que eu carregue culpa, mas você age por razão e prazer, a pior das criaturas desalmadas!!!-um rugido acompanhou a última palavra.
-Pobre Kayron... - uma risada - Sofrerá muito mais do que nós, pois você penará pela própria vida, mas ela será tirada de você antes que você sinta!!!
-Silêncio, Edwal!!!! Por que ri de mim, se és tu que morrerás?!?!
-Por esta razão! Se eu sobreviver sofrerei a fúria daquelas que já causaram destruição!!! Pena que não viverei para rir na sua morte...
-Não se preocupe Edwal, que nesse dia tão belo eu te levarei flores, Kayron!!!-zombava o ser preso em correntes.
-Como ousa zombar de mim, se tu estás em condições piores!!!
Uma negra gargalhada soa da boca do acorrentado.
-Eu não estou em condições piores do que você!!! Tu serás perseguido, caçado e morto por um semelhante meu, porém será bem pior do que eu!!! Guarde minhas palavras!!! Desejará a morte a fitar os olhos de quem e caça!!!
-Kayron, meu irmão, desista do seu intento. Por mais que nos mate, não poderá lutar, nem se quer impedir que a profecia de Helen se concretize!!! Não há nada que impeça, nada nem ninguém...
-Cale-se Aydrian!!!
-Devia ouvir o que ele diz, Kayron, toda a natureza sente isso, todo o cosmo move-se para isso!!! A doce sinfonia da morte soa nos ventos, já está gerado e foi concebido... Não há como voltar atrás!!!
-Silêncio Edwal!!!
-Não se esqueça... No exato dia que você morrer, eu não te abandonarei e nesse dia tão magnífico te levarei flores...!!!
-Calado Chakhar!!!! Calem-se todos!!!! Agora irão morrer!!! Último selo: Domino-mortis spectry complus!!!!!
Tudo ficou negro, uma densa fumaça se formou e o silêncio reinou soberano. As vozes sumiram. Estava acabado.