Prólogo
Duas vidas, dois seres distintos, vidas entrelaçadas... As mãos de Deus se unirão diante das mais distintas nações, em meio ao caos das criaturas individualistas de mundos diversos. Os olhos daqueles cegos à verdade se abrirão ao ver seu equilíbrio abalado, aos ouvidos daqueles que não ouvem seu sono será tirado ao ouvir os gritos da escuridão. As bases sucumbirão quando a escuridão alcançar o fogo que lhes protege, suas almas perecerão diante do poder da criatura que com ela trouxera o significado do fim. Entretanto tal escuridão não esperasse por uma tamanha união de Inimigos mortais, a essência dos quatro dominantes será acompanhada de crianças, pois guardam em si o poder do equilíbrio que mantém a existência dos descrentes, que um dia provarão o doce fel da morte. E uma espada descerá pelo céu e abalará o que parece ser imutável. ”
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Uma gargalhada sinistra soa das profundezas.
-Meus infelizes convidados... Por que não se divertem comigo?! Não sentem prazer em fazer os outros sentirem as piores sensações da mente?!-certo humor negro transbordava de seus olhos, nunca poderiam esquecer aquele rosto. Um longo manto negro lhe cobria, escondendo suas feições, porém não escondiam a mão transformada que apontava para todos.
-Kayron... – ofegava o pobre ser que estava preso por espinhos perfurando seu corpo - Tu pensas que pode conseguir tudo o que queres?! Sem que nada te aconteças?! Sabes bem o que virá, sabes mais do que qualquer ser que elas retornaram e seus poderes serão incontroláveis!!!
-Cale-se seu maldito!!! Você enoja a nossa raça ao fazer tais acordos com criaturas inferiores!!! Acha mesmo que pode me persuadir, Aydrian?
Mais uma vez a sinistra gargalhada entoa por todo o vasto salão. Um gigante ser move-se, frias correntes são forçadas, rugidos altos fazem o silêncio pairar como soberano novamente. Todos os olhares voltam-se para uma sombra projetada na parede daquele salão, uma criatura transformara-se e agora ria, os altos rugidos deram lugar a gargalhadas mortais.
-Acalme-se, seu cão imundo!!! Fique quieto, sua hora logo chegará!!!
Outro rosnado forte e mais ensurdecedor faz a voz de Kayron ser engolida em sua insignificância, o barulho forte do bater das correntes ecoa pelas paredes e uma sátira risada dá lugar aos rosnados.
-Acha mesmo que vou atender a você? O mais minúsculo, anódino e miserável de todos os seres!!! Não me faça rir!!!
-Sua criatura sem alma!
-Como se você fosse melhor do que eu! Pelo menos são meus instintos que me guiam, sem que eu carregue culpa, mas você age por razão e prazer, a pior das criaturas desalmadas!!!-um rugido acompanhou a última palavra.
-Pobre Kayron... - uma risada - Sofrerá muito mais do que nós, pois você penará pela própria vida, mas ela será tirada de você antes que você sinta!!!
-Silêncio, Edwal!!!! Por que ri de mim, se és tu que morrerás?!?!
-Por esta razão! Se eu sobreviver sofrerei a fúria daquelas que já causaram destruição!!! Pena que não viverei para rir na sua morte...
-Não se preocupe Edwal, que nesse dia tão belo eu te levarei flores, Kayron!!!-zombava o ser preso em correntes.
-Como ousa zombar de mim, se tu estás em condições piores!!!
Uma negra gargalhada soa da boca do acorrentado.
-Eu não estou em condições piores do que você!!! Tu serás perseguido, caçado e morto por um semelhante meu, porém será bem pior do que eu!!! Guarde minhas palavras!!! Desejará a morte a fitar os olhos de quem e caça!!!
-Kayron, meu irmão, desista do seu intento. Por mais que nos mate, não poderá lutar, nem se quer impedir que a profecia de Helen se concretize!!! Não há nada que impeça, nada nem ninguém...
-Cale-se Aydrian!!!
-Devia ouvir o que ele diz, Kayron, toda a natureza sente isso, todo o cosmo move-se para isso!!! A doce sinfonia da morte soa nos ventos, já está gerado e foi concebido... Não há como voltar atrás!!!
-Silêncio Edwal!!!
-Não se esqueça... No exato dia que você morrer, eu não te abandonarei e nesse dia tão magnífico te levarei flores...!!!
-Calado Chakhar!!!! Calem-se todos!!!! Agora irão morrer!!! Último selo: Domino-mortis spectry complus!!!!!
Tudo ficou negro, uma densa fumaça se formou e o silêncio reinou soberano. As vozes sumiram. Estava acabado.

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