05
No
salão do imperioso castelo dos Typhoon, envolvido por pedras pontiagudas e
árvores frondosas, uma mulher caminha de um lado ao outro, impaciente,
angustiada. Nas paredes frias do lugar, pinturas de seus antepassados vigiavam
a mulher de longos fios presos numa trança impecável. O farfalhar de suas saias
atraía a atenção de quem passasse por ali. No trono, silencioso e paciente, um
homem mirava sua mulher que estava à beira do desespero. O homem, de queixo
firme e aparência agradável, acariciava a cabeça de sua águia de estimação.
-Onde ela está?!
Onde ela está Grys?! – bradava a mulher.
-Calma, Klea,
ela logo estará aqui. Já mandei todos os meus soldados irem a sua busca. É uma
questão de tempo para encontrarem ela! Paciência...
-Como pode me
dizer para ter paciência e calma se sua filha está perdida na floresta, sozinha
e indefesa!!! – Klea aproximou-se do trono – Minha luz! Minha linda luz! Ela
nunca saiu de casa sem nós! E ainda me manda ter calma?!
O homem se
levantou brutamente.
-E o que quer
que eu faça?! – sua voz mansa agora estava alterada.
-Eu quero que
monte em Aliestor, voe até aquela maldita floresta e traga Lillie de volta!!! –
ela falou rispidamente.
-Eu ensinei
Lillie a caçar e a se defender se fosse o caso – ele rebateu.
-Mas ela nunca
caçou de verdade, tampouco foi atacada de verdade antes! – o rosto da mulher
desfez-se em lágrimas – Eu só quero minha filha de volta!
-Não se
preocupe... Metade das minhas tropas está há procura dela.
Um velho
aproximou-se do casal.
O baque de sua
bengala fez este o mirar. A aparência decrépita e assustadora causou
repugnância tanto em Klea como em Grys. Vestido num sujo hábito marrom, o velho
parou diante dos dois e exibiu um sorriso ainda mais assustador quanto a sua
aparência. Na ponta de sua bengala, um cristal verde reluzia.
-Meus senhores –
o velho, com dificuldade, fez a reverência – Eu tenho a informação necessária
para encontrar sua jovem filha.
-Ora essa –
adiantou-se Klea – Pois fale!
-Temo, minha
senhora, que não poderei dar-lhe visto que não só a Cidadela de Alatu tem
conhecimento do sumiço da pequena luz – o velho tossiu – E me pagariam caro
para obter tão valiosa direção – um olhar perspicaz surgiu na face dele.
-O que quer em
troca? – Grys se pronunciou.
-Case-me com a
menina e eu lhe direi onde ela está, do contrário, outras cidadelas descobrirão
a localização de Lillie...
-O quê?! Seu
maldito... – Grys fora interrompido pelo soar das trombetas.
Repentinamente o
salão foi invadido por inúmeros soldados envolvidos em rede púrpura e
carregando suas espadas. O mais adiantado, sendo o líder do batalhão, fez
reverência perante o Duxcis da Cidadela. Grys fez sinal para o líder se
levantar. O homem, que possuía não mais que quarenta anos, mirou Grys.
-Senhor!
Encontramos Lillie nos arredores da cidadela! – o homem pronunciou com
segurança – Um jovem Viajante estava ao lado dela!

Conta mais, conta mais!!!
ResponderExcluirA cada capítulo a curiosidade cresce
CONTA MAIS, CONTA MAIS
;)
Pelo menos eu sei que o livro agrada a alguém.
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